terça-feira, outubro 24, 2006

um pouco de Morphine para vocÊs...

Cure For Pain
Composição: Mark Sandman

Onde está o ritual
E me diga onde está o gosto
Onde está o sacrifício
E me diga onde está a fé
Algum dia existirá a cura para a dor
E neste dia eu jogarei meus remedios fora
Quando eles acharem a cura para a dor
Onde está a caverna
Para onde foi a sábia mulher
E me diga onde
Onde está todo o dinheiro que gastei
Eu proponho um brinde ao meu auto-controle
Você o vê rastejando pelo chão
Algum dia existirá a cura para a dor
E neste dia eu jogarei meus remedios fora
Quando eles acharem a cura para a dor
Quando eles acharem a cura acharem a cura para a dor

quinta-feira, outubro 19, 2006

A solidão desses dias me martela o espírito... realmente me perco na subjetividade do tempo...

DIAS LENTOS
Atravessando a solidão em dias lentos, as minhas constantes inconstâncias me flagram em expansão, como se eu fosse um castelo de areia de encontro ao vento e ficasse cada vez menor ao me espalhar pelo ar! O QUE ESTÁ ACONTECENDO? Fiquei maior que meu próprio lar?!...se eles ao estarem me vendo pudessem ao menos me enxergar, não achariam nunca estranho, em nenhum momento, eu estar euforico nesses dias de depressão!!! E na esfinge de pedra que sobrevive ao tempo será que eu decifro meu coração em vão? (ou nunca vou decifrar...) Estou querendo romper os muros que me invadem...eu quero deixar o mar me levar....QUANDO A VIDA PEDE UM TEMPO...CUIDADO!!!É TEMPO DE DESPERTAR!!!Se a solidão me trouxer ao fundo do poço...o que de pior ela me trará!!! Cansei de querer abraçar o mundo e nada conseguir tocar!!!! Estou querendo romper com tudo e me libertaaaaaaaaaaaaaaaaar!!! E QUANDO NINGUÉM ESTIVER ME VENDO, que ao menos eu possa me enxergar...

quarta-feira, outubro 18, 2006

"o mundo anda tão complicado..."

silêncio absoluto...
hum...não se pode querer vencer em tudo na vida,
não se pode querer que essa agônia toráxica suma ao passe de uma varinha mágica,
às vezes só temos que esperar,
confiar e torcer para que tudo ocorra bem, como manda o figurino,
o figurino...nesse clima hóstil de adversidades soltas ao vento,
todo réu primário é inocente, isto é, todos podemos matar ao menos uma vez,
não sei quem escolherei...
silêncio quase absoluto...
esse som de fundo que funde minha nuca como brasas de espetos dos churrascos que nunca fizemos,
animaizinhos sacanas estes são...não são?... não?
...mas o que tenho a ver se o mundo anda pra baixo,
a gravidade nos empurra pro centro,
só e simplesmente isso,
e o que você tem a ver com isso?
nada, só e simplesmente isso...
hum...
mas mesmo assim,
sinto arrepios em minha ânsia de vômito
...inércia, inércia...

vou sair um pouco da política...

Joué à la marée

Sabe aquele moço que me afrontou, que tentou me derrubar, me estragar, destruir. Quando vim para cá, entre meus pertences e a solidão. Tentou, me extraviar, fazer com que eu desistisse. Me trazendo saudades das coisas como eram antes.
Mas encontrei coragem, e algo para me apoiar.
Pois é, ele quem me bate as costas novamente, esse rapaz chamado medo. Aflição, agonia, tristeza, são tantos sentimentos neste momento. Agora tenho problemas, perdas e complicações. Alguns que amo estão insatisfeitos e com raiva/ódio de mim. O meu apoio, o meu camarada, o meu irmão está voltando para seu habitat. O meu coração ficou vazio com o fim.
Tudo confuso, pareço que estou num grande galpão vazio, enxergando em preto e branco.
Me passa a cabeça a mesma vontade de antes, de ir.
Por enquanto vou tentar permanecer, nem que seja, apenas, vivo. A vida é assim mesmo, cheio de muros, é evolução.
Enquanto isso fico na espera. Après l'orage la tranquilité.

terça-feira, outubro 03, 2006

Que se foda a democracia... o que todos nós precisamos é de autonomia!!!

Autonomia agora!
Autonomia não é algo para o futuro pós-revolução, autonomia não é uma promessa, autonomia é uma condição.
Não é algo a ser comprado, negocia do, é algo para ser construído, experimentado e defendido.
Não existe modelos pré-concebidos de autonomia, e se alguém lhe apresentar um, desconfie.
Autonomia não é algo pós revolução, autonomia é a condição para a revolução.
Menos conversa, mais prática (Não vote!).
Literalmente, o que precisamos é de menos conversa e mais prática, pois o que temos até agora é uma vasta divulgação e reprodução de literatura libertária - o que não é nada mal.
E o que pouco temos é a prática libertária.
Isso deve ser invertido.
O que pode ser mais nutritivo para a resitência e autonomia, do que a prática da desobediência e a prática da própria autonomia?
Só se aprende a jogar jogando.
Como e o que poderemos então falar de subversão, desobediência e autonomia se não praticarmos a subversão, a desobediência, a autonomia? Como podemos falar de autonomia e abolição do Estado pregando o voto? - Nulo ou não, que diferença faz?
Foda-se o Estado! Foda-se o voto! Não voto e nunca mais votarei!
Não, isto não é um martírio, muito menos um sacrifício, apenas na prática não vou permitir que os aparatos da civilização tenham poder sobre mim. Muito menos irei às urnas ser carimbado como "controlado".
Muitos já disseram antes, Tolstoi tambem com muita frequência afirmava que o Estado não tem poder nenhum, somos nós que legitimamos seu poder ao sermos submissos. Alguem então pode questionar se eu levaria esta posição até o momento em que, em alguma ocasião , por desobediência, eu seria preso ou ameaçado.
Respondo firmemente que sim , e neste caso os índios novamente nos ensinam sobre a liberdade : "Quando do massacre dos Guarani junto aos Sete Povos das Missões, em Santo Inácio, território argentino, um grupo de resistência ao invasor branco lutou até o fim. Em dado momento perceberam que seriam aniquilados. Então mataram suas esposas e f ilhos. No final os poucos lutadores que restavam lançaram-se em direção ao abismo, recusando serem presos vivos.
Pode parecer suicídio, mas não é. O índio não conhece essa prática dos civilizados. O que ele não aceita é viver sem liberdade. Essa é uma condição de que ele não abdica, já que a vida sem liberdade contraria toda a sua essência, adultera sua visão do mundo." (Edilson Martins - Nossos Índios, Nossos Mortos - 1978)
Aos que temem as consequências, será que estão aptos a falar de liberdade? Será que estão aptos a lutar por liberdade? Será que estão aptos a viver a liberdade?

Reflexão pós eleição

É com muita angústia que eu vejo a maior parte dos "anarquistas" brasileiros se agarrarem com tanto afinco a ilusão do voto nulo, imagninado ser um ato rebelde de protesto e até mesmo subversivo, gastando tempo e energia defendendo o voto nulo (ou apenas reproduzindo e publicando os mesmos textos e argumentos), anarquistas contraditoriamente assumindo uma campanha eleitoral.
Em pensar que historicamente os anarquistas repudiam a utilização de qualquer mecanismo do Estado, a participação em eleições por exemplo (imagine: tempo, energia e recursos incentivando pessoas a votar). Anarquia é imcompatível com reformismo. E tristemente é o reformismo que os "anarquistas" brasileiros adotam ao defender o voto nulo. Voto nulo ainda é voto, e o ato de votar é legitimar o controle do Estado. A campanha "libertaria" pelo voto nulo tem se tornado o refúgio, a oportunidade de gastar energia revolucionária contida ao longo do periodo sem eleições, um periodo em que aguentam e abaixam a cabeça para as forças domesticadoras (entre elas o trabalho, uso do dinheiro, acesso a água, comida e abrigo).
Desta maneira, os anarquistas brasileiros, de fato nunca vão representar um perigo, e fisicamente nunca vão exercer uma ameaça ao poder (muito menos um passo a frente na auto-gestão). Desta maneira, os "anarquistas-do-voto-nulo" ao defenderem sua estratégia reformista ou aliviadora de consciência, não deveriam usar as palavras "anarquia", "subversão", "revolta" e "revoluçao", sob o risco dessas palavras perderem seu significado - o que ja está ocorrendo.
Atualmente as iniciativas anarquistas no Brasil, em sua maioria, tem sido iniciativas tímidas, limitadas a reprodução de textos, tentivas inúteis (com algumas boas intenções) de organização, entre outros apegos esquerdistas, uma nostalgia estéril ao passado anarquista e de anarquistas refletida em algumas revistas e editoras que ainda se mantém "clássicas" e rígidas em suas publicações.
Não bastasse este cenário morno, pouco tempo atrás vieram as vendas das idéias de Hakim Bey, o que deu um ar liberal, promíscuo e comformista aos rebeldes carentes de direções, alienando e direcionando as instintivas energias revolucionárias e desobedientes a supostas intervenções cotidianas, uma espécie de "subversão consumível possível".
Se houve algumas boas intenções nessas idéias, o que eu duvido, acabou virando uma armadilha, contribuindo ainda mais para a mentalidade perdida dos "subversivos" perdidos - e amedrontados.
Enfim, geralmente o que se encontra hoje no meio anarquista brasileiro é a reprodução fiel de um papel específico reservado pela sociedade de mercado. Resultado: nada de revoltas, nada de questionamento, nenhuma desobediência, autonomia zero, baderna nas prateleiras.
Infelizmente e perigosamente isso é o que encontramos no meio anarquista brasileiro, ou seja, auto-gestão, controle de nosssas vidas, independência e capacidade de prover e defender tudo isso para nós e para os nossos queridos, estão longe de acontecer, estão longe de serem construidos (o que é mais importante).
A luta anarquista hoje no Brasil está atolada no lodo reformista, obediente, esquerdista e liberal. Está mais que na hora de limpar este lodo com a água cristalina da desobediência, expontaneidade e liberdade irrestrita.
PARA VOLTARMOS A SERMOS PERIGOSOS:
By Ari Almeida
Perder a ilusão de um sociedade de massas libertária. Defender uma sociedade complexa de massas e libertária é o mesmo que defender a hidratação do óleo. Apegados a essa ilusão de uma sociedade global interdependente e libertária, um bom punhado de tempo e energia é gasto especulando a "manutenção liber tária" dessa sociedade, essa energia direcionada ao impossível resulta em uma realidade local nada libertária. - A desnecessidade de organização Esse sonho esquerdista tem sequestrado por anos tempo, energia e recursos, alienando os indivíduos que se agarram a essa tendência paternalista da construção de sua própria autonomia. Pois assim, gastam energia inutilmente enfrentando as dificuldades (que se mostram eternas) de organizar uma corrente, uma organização, federação, etc, esperando que a partir disso com o rígido controle interno e disciplina editarão um jornal e discutirão a conjuntura, ao invés de gastarem energia de forma eficiente enfretando os obstáculos da contrução de sua própria autonomia e daqueles que realmente dividem seu dia-a-dia, fertilizando a resistência com sua própria experiência. Grupos de afinidade ou agrupamentos espontâneos sempre responderam melhor aos objetivos e problemas que se apresentavam, pelo simples motivo de não estarem "petrificados". Deixemos a esquerda se afundar sozinha Não é preciso dizer muito sobre a falência da esquerda, sua tara por um capitalismo humanizado, se revelando então a faceta humanista da civilização, "domesticação para todos". Abandonemos então as eternas e monótonas convocações para a construção de um partido revolucionário, a adoração marxista ao industrialismo, fórmulas emancipatórias, entre outras mesmices. Questões como domesticação, divisão de trabalho, tecnologia, produção, individualidade e progresso nunca serão questionadas pela esquerda, e sim administradas. A civilização está desmoronando e levará junto todas as suas aberrações, dentre elas, a esquerda.

quinta-feira, setembro 28, 2006

“Tudo que é grande está em meio à tempestade.”

“...Nascer não é nascer. Também nascem aqueles homens aos quais Nietzsche chamou ‘os últimos’. Aqueles que não levam em seu ser o caos, aqueles que não apenas são incapazes de criar uma estrela, mas que também se entregam à vida imbecil, à banalidade, à subordinação. Esses seres opacos que buscam a fortuna, que fogem do azar e do risco. Do risco, sobretudo, de viver entre asperezas, duramente.Num mundo sem deuses, apenas os homens que enfrentam seu caos, que jamais se saciam, nem descasam, os que criam, imaginam e decidem em meio e a partir do caos, só eles são ainda capazes de engendrar uma estrela. Serás parte dessa tropa? Tu te lançarás ao assalto do grandioso?Existe apenas um modo: não temas o teu caos. Não fujas dele. Deixa-o crescer e em ti, inundar-te, pôr-te louco. Mas não o sufoques com a felicidade. Os homens vivem buscando a felicidade, e a felicidade é uma invenção burguesa, é uma morte pequena, segura, que não dói nem machuca. É uma morte que acontece todos os dias. É a morte ínfima do cotidiano, que te aparta da dor, ou do horror, mas que te afunda no niilismo da cretinice. Quando o Dasein autêntico morre, ele não morre, deixa de ser. O Dasein da fortuna, da levianidade inautêntica, o que viveu fugindo a seu próprio caos, esse quando morre não deixa de ser, porque nunca foi.O caos não é sofrimento pelo sofrimento. Não é a queixa, o lamento débil. O caos, teu caos, é a estrela de tua grandeza e a profundidade de tua fortuna, que é secreta, que é íntima, que é forte porque se provou em meio a todas tempestades, cara a cara com a morte. O caos é a fonte criativa de teu espírito. Ali, tão-somente ali, a felicidade, que incorporou a sabedoria da dor, te fará grande, e poderás até oferecê-la aos outros. Nunca aos imbecis. Os homens que conquistaram sua estrela só se reconhecem naqueles que conquistaram a deles ou estão por fazê-lo, porque buscam, porque não matam a sede com artifícios, com novidades. Desses homens, por meio deles, retornariam a este mundo os deuses que o abandonaram.”In: “A Sombra de Heidegger” de José Pablo Feinmann.
Incrível... um texto destes e não foi escrito por mim...

Definitivamente, se eu pudesse eu não seria um problema social...

Uma fórmula de impedir que os capitalistas extraiam riqueza de nosso trabalho.

Não se mate de trabalhar. Em termos gerais, não há nada mais óbvio que uma operação tartaruga (claro que greves tartarugas são válidas). Quando iniciamos um novo trabalho deveríamos trabalhar um nível abaixo de nossa verdadeira habilidade. Nunca deixe-os saber que podemos fazer mais. Faça o mínimo que puder desde que não seja demitido. Isto pode configurar um nível realmente alto de produção em um mercado de trabalho muito competitivo onde há milhões de empregados puxa-sacos que tentam impressionar seus patrões e ganhar mais (isto é, ser promovido) ou no mínimo manter seus empregos. Mas quanto mais trabalhadores adotarem a atitude de produzir o mínimo possível mais difícil será os patrões descobrirem aquilo de que realmente os trabalhadores são capazes de fazer. A secular luta entre capitalistas e trabalhadores situa-se precisamente na necessidade que os capitalistas tem de extrair mais valia dos produtores diretos que aquilo que eles pagam em salários e benefícios. Esta batalha foi, e está sendo, travada em cima da jornada de trabalho, salários, velocidade de produção, acidentes de trabalho, tempo de férias, intensidade de trabalho, licença médica, período de almoço, horas extras, idade de aposentadoria, saúde e pensão beneficia, e assim por diante. Qualquer coisa que exija um maior pagamento por parte dos capitalistas e uma diminuição dos seus lucros debilita o mundo deles e fortalece o nosso.Mas “fazer corpo mole no trabalho” vai um pouco além destes outros tipos de luta. Nenhum negócio poderia durar um ano não fosse pelo entusiasmo, energia, e dedicação dos trabalhadores em sua labuta. Isto acontece em toda parte, em todo canteiro de obras, em toda fábrica, e em todo escritório. Sempre há aqueles poucos que mantém o andamento empresarial, ou até mesmo o mantém operando suavemente. O capitalismo desmoronaria sem esta energia criativa, sem essesresolvedores-de-problemas, sem esta inteligência livre aplicada a situações novas. Basta observar o que acontece quando alguns trabalhadores tentam "trabalhar para valer" – as coisas começam a se desvendar rapidamente. Os capitalistas ainda continuam pregando que os trabalhadores fazem apenas o que eles mandam e que não pensam sobre o que fazem ("apenas faça") ou (“just do it”). ao mesmo tempo em que normalmente culpam os trabalhadores quando coisas dão errado, por não terem visto o problema e tomado a iniciativa para corrigi-lo.O princípio de ‘fazer corpo mole’ significa não assumir qualquer responsabilidade pelo sucesso do negócio, não trazer nenhum entusiasmo a nosso trabalho, não fazer nada quando as coisas derem errado, não resolver nenhum problema da produção para os patrões, não prestar nenhuma informação, não criar nada novo, não melhorar nenhum procedimento - em suma: faça o mínimo possível. Aí está uma fórmula de impedir que os capitalistas extraiam riqueza de nosso trabalho. Isto também constitui um importante azeitamento na engrenagem do processo de acumulação sem o qual o sistema entraria em colapso.Sempre houve pessoas lentas no trabalho. Isto freqüentemente cria tensões porque os outros trabalhadoresnormalmente têm que fazer o trabalho que os ‘preguiçosos’ não estão fazendo. Mas o que aconteceria se todos nós, ou a maioria de nós, nos tornássemos ‘preguiçosos’? A estratégia do ‘fazer corpo mole’ sugere precisamente isto - que todos nós possamos inventar uma doença para não ir trabalhar. Isto vai porém contra o caráter, pelo menos de muitos de nós. É natural querer fazer as coisas direito, desenvolver habilidades, ter orgulho de nosso trabalho. Entretanto, temos queperceber que nossos exploradores contam com nossas boas motivações e as usam contra nós. Nossos instintos naturais em superar as dificuldades estão sendo usados para destruir nós mesmos, nossas comunidades e efetivamente a própria terra.Finalmente, até que ponto qualquer indivíduo pode se tornar um ‘corpo mole’ variará, depende da situação da pessoa e de sua personalidade. Pessoas que possuem famílias grandes, muitos amigos, e em meio a muitos colegas de trabalho, são mais fáceis de serem demitidas. Ao contrário de pessoas muito isoladas. Também, há aquelas que tem mais medo que as outras, sendo mais vulneráveis às pressões, e às ameaças dos patrões. Apenas pessoas destemidas e seguras podem desprezar a arrogância dos patrões e dos chefes. Se pudéssemos conseguir que nossos bairros, locais de trabalho, eassociações de Casas estivessem de nosso lado, teríamos coragem suficiente para fazer ‘corpo mole’ no trabalho. Outra coisa de vital importância estratégica, é nos dedicarmos a tarefas não exploradas pelos capitalistas, assim, enquanto construímos nosso mundo, arruinamos o deles.O princípio estratégico do ‘fazer corpo mole’, poderia se tornar o componente central dentro de uma cultura deoposição ao capitalismo, e é algo que pode ser iniciado hoje mesmo por toda pessoa empregada. “Just don’t do it”. Apenas não faça. Não esquente a cabeça. Não crie nada.Naturalmente, há precauções de segurança que devem ser observadas. Operadores de guindaste, pilotos, motoristas de ônibus, cirurgiões (e dúzias mais de trabalhadores em funções críticas) devem ser suficientemente hábeis para assegurar que ninguém se machuque. Entretanto mesmo dentro destes limites há ainda bastante coisa a fazer. A maioria das funções não são em nada críticas. Também, o ‘fazer corpo mole’ no trabalho deve ser acompanhado por um esforço determinado por construir algo de qualidade em outro lugar. Caso contrário, o “corpo mole” pode se tornar um modo de vida, nada mais que um atoleiro de preguiça e apatia.

Reflexão pré-eleição

Estamos todos presos. De ambos os lados dos muros a mesma sociedade. Uma se acha boa; a outra é vista como má. A normal encarcerada no seu espelho é o que lhe é insuportável. Ela diz que lá dentro eles serão educados para voltarem integrados ao lado de fora. A sociedade se defende construindo prisões e constatando que elas não dão certo. Faz reformas na arquitetura e na lei para internar novamente: negros, nordestinos, bichas, pequenos ladrões, jovens, religiosos, ateus, manos, desempregados, larápios, halterofilistas, operários, um-sete-uns, manicures, pobres, punks, putas, loucos, bêbados, homens e mulheres quase normais, enredados em infrações e armadilhas policiais e jurídicas. Estar dentro ou fora é quase um acidente. Dizem que somos livres, mas vivemos prisioneiros dentro do território nacional. Dizem que somos civilizados, mas ainda não aprendemos com as sociedades primitivas a ser antropofágicos. Temos medo de subversão.
Estamos todos presos.

terça-feira, setembro 19, 2006

Recuperei a internet!!!

Até que einfim consertaram a internet aqui do Hospital... vou poder reiniciar as minhas postagens aqui...

PS: este post não existe!!!

terça-feira, setembro 05, 2006

O CAOS

O caos não é radicalmente oposto à racionalidade. Esta já foi mais ou menos posta sob controle, mas mesmo as ciências estão chegando a seus confins: em determinado momento, há o muro do objeto e as leis físicas se invertem ou não funcionam mais. No entanto, não abandonamos a utopia de um conhecimento cada vez mais sofisticado, ainda que essa ilusão radical não esteja no interior da própria ciência. De minha parte, eu gostaria de arriscar uma hipótese quase maniqueísta: em última instância, estaríamos lidando não com uma apropriação do objeto-mundo pelo sujeito, mas com um duelo entre sujeito e objeto. E nele o jogo não está feito... Tenho mesmo a impressão de que há uma espécie de reversão, de desforra, quase de vingança do objeto, pretensamente passivo, que se deixou descobrir, analisar, e que subitamente se tornou um pólo de estranha atração e também de repulsa. Desenrola-se aí um antagonismo quase fatal, da ordem do de Eros e Tanatos, em uma espécie de confronto metafísico.Atualmente, nossas ciências confirmam o desaparecimento estratégico do objeto na tela da virtualização: o objeto passou a ser inapreensível.Cá entre nós, eu acho isso muito irônico: a regra do jogo está mudando, e não somos mais nós que a impomos. É este o destino de uma cultura, a nossa. Outras culturas, outras metafísicas estão, sem dúvida, menos abaladas por essa evolução, porque elas não tiveram a ambição, a exigência, a fantasia de possuir o mundo, de analisá-lo visando dominá-lo. Mas, como pretendemos dominar o conjunto de todos os postulados, evidentemente é nosso próprio sistema que caminha acelerado para a catástrofe.

Jean Baudrillard in “Senha”.

E eu com isso?

O sonho de muitos, é encontrar alguém que ame, morar junto, ter uma casa, 1 carro, 1 computador...Acordar cedo, trabalhar, chegar tarde e cansado do trabalho, dar 1 beijo na(o) esposa(o) e no(s) filho(s), fazer a última refeição do dia e dormir. Chegar no fin de semana, se tiver condições, chamar o pessoal prum churrasquinho ou então só uma cervejinha assistindo o jogo pra esquecer de tudo. Chegar 2ª–feira, ter que aceitar a monotonia e o tédio toda de volta, se perguntar pq viver limitado a isso, se é que conseguirá chegar até isso.
Mas aí vem sua religião, uma resposta conformista p/ tdo, 1 apoio para aceitar sua existência circular, uma coisa que ñ te faz sentir culpa de nada, pois antes de vc nascer já era assim e agora é só esperar Jesus voltar, pois afinal vc crê nele e já comprou seu terreno no paraíso, e além de tudo essa vida é passageira e desta forma vc conseguirá sobreviver nela muito bem.
A maioria das pessoas se imagina no futuro e até fazem planos de serem resumidamente assim, mas quando pedimos para pensar no “pobre” que nem condições de planejar um futuro tem, essas pessoas ficam com dó, mas no fundo pensam “Não posso fazer nada, além do mais, o que eu tenho com isso, ñ me afeta em nada.”
O problema é que os sonhos de consumo destes “pobres” também existem, e isso pode levar ao lado negro de todos seus planos e te afetar muito, pois vc realiza seu sonho do jeito que quiser, e o “pobre” consegue o que quer roubando (é claro que com exceções), pois ñ tem outra oportunidade, e quando tem, escolhem roubar pois é + fácil, e escolhem assim pq ñ tem acesso à educação, à cultura, informação, eles só tem acesso ao seu sonho de consumo, o artista da TV, o pagodeiro, o jogador, e o traficante da esquina com muita mulher, droga, carro e fama, são seus únicos exemplos de vitória.
A culpa é nossa?
Também, pois se ñ déssemos tantos exemplos de o que é propagado é tão bom; pois nós temos educação acesso a informação e cultura, poderíamos muito bem, boicotar essas merdas consumistas fúteis que só servem p/ trabalharmos mais p/ podermos adquire-las e para despertar essa ganância toda.
Nós poderíamos passar estas informações p/ os que ñ tem acesso a elas, mostrando que o que é propagado é realmente ruim e ñ vale apena viver en conta de uma coisa só pq está na moda ou te traz fama; pois só nós podemos passar essa informação, pois se eles próprios correrem atrás ñ vão ter por onde, e mesmo assim, é difícil até deles correrem atrás pois a lavagem cerebral é tão forte que só pensam no que está na moda e sexo; e, tentando informá-los, poderíamos aumentar ao menos o interesse deles pelo assunto, ou seja pararem de pensar em fama, moda e etc... e pararem p/ pensar na manipulação que estamos sofrendo, assim diminuindo a ignorância e bitolação do povo; enfraquecendo o principal culpado, o governo, pois é a ignorância e a miséria do povo que enchem seus cofres, daí vc vê a falta de escola, saúde, centros culturais y etc...
Mas antes de fazermos isso, teríamos que conscientizar primeiro esses play-boys e patys que são outros bitolados em serem “melhores” e mais poderosos e que despertam mais ainda o interresse dos outros en serem iguais a eles, e além do mais, eles convertem um monte de idiotas para fazerem idiotices e mostrar que além de tudo, ser idiota também é essencial, e essa ignorância só ajuda a piorar, e eles ñ lembram que estão fazendo vontade de mais, a ponto de caírem por causa do tênis ou do relógio, acho que por isso são assim.
Mas o pior, é que se no final todos soubessem disso e tentassem mudar, na hora do almoço, a coca-cola falaria mais alto para a maioria, pois “uma a mais uma menos não muda nada”. Mas por quê? Pq desde nenéns aprendemos que é tais marcas são indispensáveis e indiscutivelmente as melhores, e até hoje agimos como ignorantes consumindo tudo, e também para fazermos algo, temos que esperar os outros fazerem também.
Por isso te peço, pare, pense e aja por vc mesmo (mas não como punk’s que todos tem a mesma forma de agirem por eles mesmos) aja até mesmo en coisas bobas como ñ beber coca, boicotar lanchonetes, televisão e deixar de fazer coisas que vc sabe que ñ vale apena e procure mais e mais informação. Enfim faça sua parte.
Mas peraí , vou ficar sem roupa, sem skate?
Não, mas comprando roupa e skate estou dando continuidade para o monopólio de obra-prima e mão-de-obra do mesmo jeito que estarei dando continuidade ao esfomeamento e miseráveis, a matança desenfreada de animais e ao trabalho escravo se estivesse comprando um sanduba do MacDonald’s.
Mas eu, pelado e sem skate ñ fico, então o que seria fazer a minha parte?
Ninguém sabe, pois tudo isso, até chegar nesse ano em que vivemos, foram mais de 10.000 anos de planejamento, coisas e organizações que passaram sublimadas no meio de todo mundo, convertendo, manipulando e padronizando todo mundo, por objetos de desejo.
Mas o que sei que é certo farei e tentarei descobrir a forma ideal do que seria fazer minha parte (esse é um dos intuitos deste texto), assim uma coisa seria certa, “Foda-se se ninguém luta, foda-se se está sozinho faça só a sua parte e o dever está cumprido”.
Até pq acho que ninguém gostaria de viver trabalhando feito um escravo p/ gastar seu suor com futilidades esperando a qualquer momento a notícia que sua mãe foi morta por dois pivetes.

Obs: escrevi essa merda pra tentar mostrar para os que sonham muito alto com seu futuro sem pensar na miséria achando que ñ influi en nada na sua vida, influi e muito, principalmente quando sua família corre risco por causa de 1 real para o pão do miserável.“Circuito interno de tv e guarita, invés de escola na periferia, alarme última geração na casa, invés do barraco ter uma cesta básica, carro blindado lataria anti-tiro, invés de um curso no presídio, A FACA NA SUA GARGANTA é RESULTADO DO SEU DINHEIRO INVESTIDO NO LUGAR ERRADO”. Ou investimos em educação ou investimos em segurança!

quinta-feira, agosto 31, 2006

Salmo da sociedade cristã de hoje em dia...

O consumismo é meu pastor, nada me faltará; ele me faz descansar no meu apartamento redecorado, e me leva canais tranquilizantes pelo cabo. O governo me dá taxas e me guia no (único) caminho certo, como ele mesmo anunciou. Ainda que eu caminhe por um vale revelador como a própria verdade, nada verei. Pois tu, o Dinheiro, estás comigo. Tu me engordas e me digeres. Preparas um banquete pra mim onde meus inimigos me possam comer. Sou teu convidado de honra e enches meu corpo (de coca-cola) até a borda. Sei que tua produção e teu mercado ficarão comigo enquanto eu viver. E todos os dias de minha vida, irei ao shopping. Amém.
Minha alma é um deserto.
Não há vento nem areia.
Não há espaço nem tempo.
Não há sentimento ou lembrança.
Minha alma é um deserto sozinho.
Faltaram chuvas de lágrimas sinceras.
Faltaram rios de memórias correndo para o oceano do inconsciente.
Minha alma está seca.
Os medos riem de mim.
A paranóia duvida de sua própria existência.
O arrependimento tem orgulho de si mesmo.
As facas brotam do chão como grama.
O ar está repleto de fonemas mortos.
A poeira insuportável é composta de simbolismos.
Os totens estão em chamas.
Minha alma é lama.
Desintegra-se.
Agora sim eu posso dizer:
Alma?
Isso não existe.

terça-feira, agosto 29, 2006

Que merda

Além de ter que pagar cadeiras nesta porra que não me servem p´ra porra nenhuma eu ainda tenho que fazer malditos trabalhos inúteis sobre essas porcarias... por que a orientadora não me dá uma nota por um poema sobre o assunto?

A UMA MÃE QUE JÁ PARTIU...

Mãe! Os poetas já tanta coisa escreveram
sobre mães, que eu fico embaraçado sem saber,
neste dia, o que terei pra te dizer...
porque será uma réplica do que outros já disseram...

Mas, mãe querida! Tenho que dizer-te com ternura,
que mesmo através duma névoa escura que limita,
este mundo reduzido em que a gente gravita...
eu te vejo olhar-me com doçura.

A todo o momento sinto a tua presença!
... Sofro na saudade que tenho em meu peito adentro,
uma intensa mágoa de um sofrer duro e pungente.

Não me importa que outros poetas já o tivessem dito,
porque mais uma vez, vou repetir neste momento:
-- Por ti Mãe!... Eu sofrerei eternamente!

...
merda merda merda!!!

domingo, agosto 27, 2006

I.E.P.M.

Existencialismo
Desta maneira, a expansão dos mercados mundiais acarreta um processo de reformulação e modernização do orçamento setorial. Caros amigos, o entendimento das metas propostas nos obriga à análise das condições inegavelmente apropriadas. O que temos que ter sempre em mente é que o desenvolvimento contínuo de distintas formas de atuação causa impacto indireto na reavaliação dos procedimentos normalmente adotados. O incentivo ao avanço tecnológico, assim como a hegemonia do ambiente político prepara-nos para enfrentar situações atípicas decorrentes do sistema de formação de quadros que corresponde às necessidades. A nível organizacional, a execução dos pontos do programa desafia a capacidade de equalização das diversas correntes de pensamento. O empenho em analisar o surgimento do comércio virtual obstaculiza a apreciação da importância das novas proposições. A certificação de metodologias que nos auxiliam a lidar com o desafiador cenário globalizado auxilia a preparação e a composição dos índices pretendidos. O cuidado em identificar pontos críticos na consolidação das estruturas exige a precisão e a definição da gestão inovadora da qual fazemos parte. Podemos já vislumbrar o modo pelo qual o julgamento imparcial das eventualidades pode nos levar a considerar a reestruturação do investimento em reciclagem técnica. Todavia, o aumento do diálogo entre os diferentes setores produtivos garante a contribuição de um grupo importante na determinação das diretrizes de desenvolvimento para o futuro. Do mesmo modo, a percepção das dificuldades aponta para a melhoria dos conhecimentos estratégicos para atingir a excelência. Por outro lado, a mobilidade dos capitais internacionais promove a alavancagem das direções preferenciais no sentido do progresso. É importante questionar o quanto a necessidade de renovação processual estende o alcance e a importância do processo de comunicação como um todo. Por conseguinte, o início da atividade geral de formação de atitudes faz parte de um processo de gerenciamento dos paradigmas corporativos. Gostaria de enfatizar que a valorização de fatores subjetivos assume importantes posições no estabelecimento dos relacionamentos verticais entre as hierarquias. Todas estas questões, devidamente ponderadas, levantam dúvidas sobre se a crescente influência da mídia é uma das consequências dos modos de operação convencionais. Assim mesmo, o acompanhamento das preferências de consumo talvez venha a ressaltar a relatividade do levantamento das variáveis envolvidas. A prática cotidiana prova que a estrutura atual da organização apresenta tendências no sentido de aprovar a manutenção das condições financeiras e administrativas exigidas. No entanto, não podemos esquecer que o novo modelo estrutural aqui preconizado facilita a criação do impacto na agilidade decisória. Ainda assim, existem dúvidas a respeito de como a revolução dos costumes oferece uma interessante oportunidade para verificação das formas de ação. No mundo atual, a consulta aos diversos militantes agrega valor ao estabelecimento das posturas dos órgãos dirigentes com relação às suas atribuições. Neste sentido, a complexidade dos estudos efetuados possibilita uma melhor visão global das regras de conduta normativas.

sábado, agosto 26, 2006

revirando meu HD acabei encontrando uns textos bem antigos meu, dentre os quais está este, sei que faz muito tempo mais eu acho que algo existencialista e emotivo como ele naum deveria ficar de fora daqui...

em breve eu disponibilizo outras raridades...

Já não vejo o mundo com
Olhos de criança ao pôr-do-sol
Completamente despido da intensa insanidade
Que cada vez mais, abriga nossas almas

Pois deixei de crer em tudo aquilo que alimenta meus sonhos
Sem saber como os olhos do mundo desejam me ver
Sem saber o porquê das tuas lágrimas hoje verterem como sangue vivo

Quem me entenderá quando eu não puder mais me levantar?
Quem me dirá que ainda estou no caminho certo quando o mar de erros
Me cercar por todos os caminhos que eu ainda posso enxergar?

Não quero ser aceito...
Tudo o que eu desejo é fazer parte das sombras e ruínas
De tudo que ainda me resta do meu próprio mundo

Sair desse eterno labirinto
E quem sabe poder enfrentar aquilo
Que é mais forte que a soma de todos os meus

...Desejos...

Suas mãos me tocam...
Suas pernas te trazem até mim...
Sua boca profere mais e mais o meu nome...

Mas seus olhos já não mais são capazes de me enxergar
Morrer sempre fora uma solução,
Mas tudo o que aprendi foi a acordar dia após dia,
...E continuar pescando ilusões.

quinta-feira, agosto 24, 2006

Quão longe são os campos?

Não há graça alguma no que poderá ser. Lamentos e lembranças. No curto corredor entre o ócio e a solidão, a felicidade estava no que foi. Trata-se sempre disso, o evento e a memória, e as vezes no que podia ter sido. Agora, os fatos, solidão. Não existe o diálogo no monólogo. Dois mais dois, lógico, quatro. A memória ressoa nos vastos campos da mente. Os impulsos são de retorno. Inquietude somado ao silêncio, silêncio até que barulhento ecoando nos jardins da idéia. Três vezes três, é é...é muito! Tempestade de vácuo. Passado amado, bocejos de presente. Encontrei um novo amigo, sempre ganho dele no xadrez. Ops, as apresentações, mais novo amigo, "eu". As longas discussões não existem mais, "eu" pensa sempre igual a mim. Os diálogos resumem-se a opinião que é o ponto de partida, e um reluzente monossílabo "sim!". Os ombros pesam. Recolhem-se as lástimas e os desejos. Deus não pode me acudir, não com sua inexistência. Atamo-nos aos fatos, vazio. Vazio. Humm. Deve ser fome. Vou comer, uma nova consciência.

quarta-feira, agosto 23, 2006

Repense sua vida...

A vida é uma doença sem cura, a cada dia ela se agrava mais e mais. Depois de algum tempo constatamos que já estamos em estado terminal o fim é o inevitável. Seria contraditório afirmar que a morte é a cura ? E suicídio coletivo seria uma espécie de vacinação ? Assistir televisão, fazer compras, comer comida cara. Esse tipo de morte lenta é realmente importante pra você ? A vida é realmente algo que passa e você não percebe como alo incolor, sem dor, e sem arranhões ? Já reparou como os dias passam rápido as semanas e os anos? Você olha pra traz e sente que aproveitou todos esses dias ? Não !?!?! Preguiça, sono, tédio, monotonia, rotina ? se enquadra em alguma porra dessas ? Então tua vida realmente é uma doença e a morte é tua cura!

sexta-feira, agosto 18, 2006

E a porta se abre,
Você está dentro do seu coração.
Imagine que sua dor é uma bola branca,
A qual irá curar você.Isso mesmo,
É a sua dor.
A dor é uma bola branca que irá curar você.

Eu não penso isto.

Esta é a sua vida
É a última gota para você
Melhor do que isso não pode ficar
Esta é a sua vida que acaba um minuto por vez
Isto não é um seminárioNem um retiro de fim de semana
De onde você está não pode imaginar como será o fundo
Somente depois de ma desgraça poderá despertar.
Somente depois de perder tudo poderá fazer o que quiser
Nada é estático, tudo é movimento
Esta é a sua vida, esta é a sua vida.
Melhor que isso não pode ficar
Esta é a sua vida
E ela acaba um minuto por vez

Você não é um ser bonito e admirável
Você é igual a decadência refletida em tudo
Todos fazemos parte da mesma podridão
Somos o único lixo que canta e dança no mundo

Você não é a sua conta bancária
Nem as roupas que usa
Você não é o conteúdo da sua carteira
Você não é o seu câncer nos testículos
Você não é o seu café com leite
Você não é o carro que dirige
Você não é sua gatinhas fudidas
Você precisa desistir
Você precisa saber que vai morrer um dia
Antes disto você é um inútil

Será que nunca serei completo?
Será que nunca ficarei contente?
Será que não vou me libertar destas suas regras rígidas?
Será que não vou me libertar desta sua arte inteligente?
Será que nunca vou me libertar do pecado e do perfeccionismo?

Eu digo: Você precisa desistir.
Eu digo: Evolua mesmo se você desmoronar por dentro

Está é a sua vida, está é a sua vida.
Melhor do que isso não pode ficar
Está é a sua vida
Ela acaba um minuto por vez

Esta é a sua vida.

Realmente... este é o trecho do que poderia ser o mais novo evangelho...